25.2.09

Quarta-feira de cinzas

todo carnaval tem seu fim...

22.2.09


Cordão do Boitatá (Praça XV)


(saindo para o) Cordão Umbilical


Boi Tolo (Praça XV)


baile do cartolinha (fluminense)


Pedrinha (Gávea)


Quando viu a multidão da praça XV, ela soltou: "carnaval é assim mesmo".

E agora à noite perguntou: "Mamãe, amanhã tem outro?"

É ou não é pra morrer de orgulho da minha pequena foliã e mais fiel companheira de carnaval?

ORGULHO.



18.2.09

Pelo menos parou de chover...

No meio da tagarelice da Joana, 3 frases se destacam ultimamente. Posso dizer que são os bordões do momento, expressões que ela usa nas mais diversas ocasiões.

"É bom para a saúde". Ela aprendeu essa na escola, eu acho a coisa mais fofa e já adotei também. Embora não tenha adotado só porque acho fofo, mas pelo motivo menos nobre de ser uma ótima estratégia de convencê-la das coisas, usando suas próprias armas. Não quer comer, beber, fazer alguma coisa? Eu apelo. "mas é bom para a saúde!" Já ela usa nos momentos em que a gente menos espera. Como hoje, quando pegou um limão na mesa, mordeu com casca e tudo para logo em seguida reclamar: "tá queimando na minha boca!". E completar: mas é bom para a saúde, né? (em minha defesa, esclareço que eu disse que não, nesse caso não é bom para a saúde, e fui buscar um copo d'água).

"Pelo menos parou de chover". Ensinamento do Charlie, do Charlie e Lola. Quando ela usou pela primeira vez, ninguém segurou o riso. Estávamos há horas rodando de carro procurando uma vaga pra estacionar, quando ela solta: "pelo menos parou de chover". E não tinha chovido, é bom explicar, pra deixar claro a sutileza do raciocínio. Uma sábia, minha filha. Ela viu que fez sucesso e não parou mais de repetir. Eu já adotei como filosofia de vida.

"Como assim?" Essa é daquelas que eu não esperava tão cedo. Talvez seja um treinamento para a fase dos "porquês". Explicações simples não servem mais. A não ser que eu diga que é bom para a saúde (hohoho) qualquer argumento é rebatido com um "mas como assim?". Daí eu tenho que explicar melhor e, quando estou crente que ela está satisfeita, ela vem com outro "mas como assim?". É por tal, tal e tal coisa, minha filha. Mas como assim tal, tal e tal coisa? E vamos nessa até o infinito. É engraçadinho nas primeiras vezes. A gente fica feliz que não está criando uma criança conformista. Se orgulha de tanta sede de saber. Depois... bem, depois, quem tem filhos sabe.

(tô amando os leitores e amigos "das antigas" ressurgindo das cinzas... assim eu até me empolgo pra escrever mais bocozices aqui - sem prejudicar as joanices).

17.2.09

Skindô skindô

Se a fantasia de fada sobreviver até o carnaval, já estamos no lucro.

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Há confete nos mais diversos e insuspeitos locais da casa.

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Ano passado eu comprei uma fantasia de havaiana linda e maravilhosa e a Joana vestiu uma vez e não quis mais usar. Ora é a saia que incomoda, ora é a parte de cima ("não é fantasia, é biquini"). Ela diz que é bonita, experimenta, mas no final sempre dá um jeito de não usar. Diante de mais uma recusa na semana passada, desisti de vez. Daí hoje passou na televisão um comercial ou desenho com bonequinhas havaianas dançando hula hula. Na hora ela começou a cantar um tal de "hula hula da xuxinha", que eu desconheço solenemente. Quase deu pra ver a lâmpada acendendo acima da cabeça, no momento em que ela fez a associação hula hula da xuxinha - roupa das bonecas dançando hula hula da tv. Ela deu um pulo e gritou empolgadíssima: "eu tenho a roupa do hula hula! me mostra, mamãe!", e pediu pra ver se estava no armário. Eu não me fiz de rogada, ignorei a influência da xuxa na história e saí correndo pra pegar (me perguntando porque insistia em chamar de "havaiana" quando deveria desde o início ter dito "fantasia de hula hula"). Ela amou e já queria vestir na hora. Um ano de fracassos e essa loira aguada resolve a parada em um minuto. Eu mereço.
(historinha - verídica! - dedicada à )

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Ontem abrimos a temporada carnavalesca no Gigantes da Lira. Que, infelizmente, parece que de um bloco para crianças virou um bloco como outro qualquer. Lotadíssimo, cheio de adultos desacompanhados, quase sem espaço pras crianças. Fiquei triste porque, depois da experiência do ano passado, estava empolgadíssima. Arrisco o palpite de que, além do crescimento natural do bloco, a mudança de dia influenciou a lotação e mudança de público. Lembro que ano passado passamos por 2 blocos na rua das laranjeiras, antes de chegar nele. Este ano, não tinha nenhum, o que pode ter ajudado na afluência de pessoas que, se tivessem opção, estariam nos outros blocos. Seja como for, foi uma pena. Mas como chegamos mais ou menos cedo, ainda encontramos bastante espaço pras crianças brincarem. Mas depois foi lotando e só depois que o bloco conseguiu partir é que aliviou um pouco. Encontramos alguns amigos da escola (inclusive a Julia), e os atrasadíssimos João e Caio. Como não poderia deixar de ser, as crianças se divertiram demais. Porque um monte de criança junto se diverte em qualquer lugar, né? Mas agora estou em busca de outro bloco legal onde pais e filhos possam se divertir juntos. Porque mãe também é filha de Deus e merece. Bailinho em clube eu até encaro mas só por muito amor materno mesmo. E carnaval no shopping, me desculpem, mas não entra na minha cabeça um negócio desses. Carnaval pra mim é sinônimo de rua. E gostaria muito que também pudesse ser pra minha Minnie. Que tava linda, né? (foto da Mic)

16.2.09

Semana passada dei "um pulinho" no Saara, pra comprar as orelhas da minnie pra fantasia da Joana e um vestido pra mim. A única coisa que eu sinto falta do meu antigo trabalho é que era ao lado do Saara e eu ia lá todos os dias. Porque, nossa, como eu me perco naquele lugar. Lembro de ir lá desde criança, comprar papel de carta, canetinhas, borrachinhas e que tais. (tinha uma época que a gente até revendia no ônibus escolar.) Pechinchar no Saara foi um hábito que eu não perdi. Como tinha pouco tempo dessa vez, nem deu pra explorar muito. Mas é impressionante como em pouco tempo a orelha da minnie se desdobrou em mochila nova pra escola, sacos de confete, serpentina, caixas de estalinho, bolinha de sabão, orelha do shrek, asa de borboleta, fantasia de fada, tiaras, varinha de condão e outras coisinhas super úteis e indispensáveis para uma menina de 2 anos... Meu vestido? Ficou pra próxima...

10.2.09

"Mamãe, você lembra quando eu era pequeninina e a vovó Lucia botava eu no colo?" A Joana vive me fazendo perguntas assim. E fala da vovó todos os dias, lembra de coisas que a gente mal consegue acreditar. Ela sabe que a vovó morreu. Mas ainda não consegue entender. E, como não entende o "pra sempre", acredita que a morte é passageira e tem certeza que a vovó vai "ficar boa" e vem brincar com ela. Mas se até eu ainda faço isso...



Às vezes eu acho que, se eu tive alguma missão nesse mundo, foi a de proporcionar esse encontro.

9.2.09

Com as férias chegando ao fim, acho que já está mais do que na hora de 2009 começar nesse blog...

Esse ano, pela primeira vez, tirei férias em janeiro, pra poder acompanhar uma parte das férias da Joana. Não conseguimos viajar, mas ainda assim conseguimos aproveitar muito. Haja massinha, pintura, colagem, aventuras na cozinha, parquinho, pracinha, cinema, piscina e praia pra dar conta da energia dessa menina! Com o calor absurdo que fez praticamente o mês todo, o programa favorito foi mesmo a praia. Adoro vê-la sem medo do mar, correndo solta na areia, se sentindo a própria garota de ipanema. ;) Com o corre-corre do dia-a-dia, ela acabava indo mais à praia em Pernambuco, nas visitas à tia Nanda, do que no Rio. Tanto que já tava achando que ir à praia era sinônimo de "ver siri". hohoho Mas nessas férias, definitivamente, dei um fim nessa ilusão. E, de quebra, no meu tom de pele branco amarelado também. Lógico que agora preciso de férias das férias pra descansar, mas valeu muito a pena passar esses dias grudadinha nela, aproveitando cada minuto da sua falação e cantoria ininterruptas (finalmente encontrei uma concorrente à altura!)

O ponto alto das férias foi a visita da tia Babi e do Theo, que vieram de são paulo passar uns dias aqui. Ela gostou tanto, mas tanto, de receber o amiguinho em casa, que achei que a menina ia ter um treco de tanta empolgação. E está até hoje perguntando quando eles voltam. Como o Theo não foi nada bobo e escondeu a chupeta no cesto de brinquedo, acho que em breve eles terão que voltar pra buscar, né, Babi? E se a Joana amou a visita, eu não fiquei atrás. Adorei poder afofar essa amiga tão querida ao vivo, foi um prazer imenso recebê-los aqui em casa, uma alegria sem tamanho ver nossos filhos brincando juntos.

Essas férias foram também especiais porque, espero, marcam o início de uma nova abertura para a vida.

Porque amanhã faz um ano. E acho que só quem já passou por isso consegue imaginar como um ano é pouco, muito pouco. Como a dor ainda é tão grande que chega a ser física. Como as noites são longas e cheias de fantasmas. Não vou dizer que isso mudou. Mas, pela primeira vez em um ano, eu sinto vontade de estar viva não apenas pela Joana ou pelo meu irmão. Mas por mim.

Que 2009 seja o ano do recomeço, então. Para que eu posso homenagear minha mãe fazendo o que ela nunca, nem nos piores momentos, deixou de fazer: acreditar e seguir em frente.
 

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