8.8.08

A Joana acha que a televisão existe exclusivamente para passar desenhos, ratimbum e o dvd da festa de 1 ano. É isso ou a televisão desligada. Ela nem está muito errada porque, afinal, é só isso mesmo que passa quando ela está acordada. Isso e futebol. Mas tente assistir um jogo inteiro com ela do lado dizendo que não quer ver "gol".

Modos que assistir à abertura das Olimpíadas não foi lá muito fácil. Não consegui ver tudo, mas posso dizer que amei tudo que vi. Ficou meio "não tenho tudo que amo...", né? hohoho Juro que não foi a intenção. Mas enfim. Quando ela desistiu de pedir pra trocar por Ratimbum, resolveu prestar atenção na cerimônia. E foi aí que eu não consegui prestar mais atenção em nada.

O que é isso mamãe? O que ele tá tocando? Não é piano não. É a moça, mamãe? É o moço, mamãe? E isso? O que é isso, mamãe? Olha a menina! Que boitinha. Ela tá de "vetido", mamãe? Eu não tô de "vetido", mamãe! Ela é quiança? Eu sou quiança! Olha ôta moça! Ficou azul! Vermelho! Verde! Amarelo! Não qué não, mamãe. Qué ratimbum. Quem é, mamãe? E esse? E esse? E esse, quem é? É moço? E esse? E esse? E esse?...

(mamãe pensando: Joana, você quer MESMO que eu responda quem é cada chinês, UM por UM?)

2.8.08

I'm a barbie girl

Joana na pracinha, passa uma senhora acompanhada do seu cachorro miudinho, peludinho, bem estilo Lulu. As duas começam a conversar.
- Olha o gatinho!
- É um cachorrinho.
- É?
- É! Um au-au!
- Parece mais um gato.


E se eu ainda tinha alguma dúvida de que a fase "bebê" definitivamente já passou, não tenho mais desde o dia em que ela, se recusando a colocar uma fralda pra sair (em casa, na escola e para passeios de curta distância não usa mais, mas para passeios de longa duração eu ainda não arrisco), me disse:
- Eu não sou bebê não, mamãe.
- Ah, não? É o que, então?
- Sou QUIANÇA!

Pela primeira vez, sinto uma pontinha de saudades do meu bebezinho. É, porque hoje meu bebezinho disse que era a Barbie, que tal? E ainda completou: "você também é barbie, mamãe?" hohoho

Aliás, bebezinho não. Quiança, né? E lá vamos nós. Rumo a uma nova fase. Que, com certeza, será ainda melhor e mais fascinante. Aliás, já está sendo. Melhor, mais fascinante, mais contagiante, mais animadora, mais tudo. E, em certo sentido, bem mais difícil também, é bom que se diga. ;)

25.7.08

Não tem jeito, né? Não tem galinha que consiga manter os pintinhos debaixo da asa a vida inteira. Os filhos ganham o mundo, os amigos influenciam, e engana-se quem acha que isso só acontece lá na adolescência...

Um belo dia sua filha de 2 anos chega em casa com os olhinhos brilhando contando que viu um dvd novo. E solta a revelação, empolgadíssima, sem nem dar tempo da pobre mãe puxar uma cadeira pra receber a notícia sentada: a Xuxa, mamãe!!

A gente cria os filhos com tanto carinho... tsc, tsc, tsc

24.7.08

A gente vai contra a corrente, até não poder resistir, na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir...

Acho tão engraçado quando vejo mulheres sonhando com "dia de noiva", "dia de princesa", coisas do tipo. Enquanto eu sonho mesmo é com um "dia de homem", isso sim.

A gente que ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá... laiá-laiá...

21.7.08

O melhor de ter uma pequena tagarelinha em casa, além de não precisar mais de rádio já que agora tenho shows ao vivo todo dia, e além das conversas que, para meu espanto, a gente já consegue ter, e além das perguntas maravilhosas que ela faz querendo saber o que é tudo nesse mundo (que isso mamãe? e isso? e isso? e isso? e não para NUNCA), ok, já deu pra perceber que não é exatamente o melhor mas com certeza é a coisa mais fofa: acompanhar o raciocínio dela para fazer as concordâncias de gênero e número. Tipo chamar a boneca moranguinho de a moranguinha.
Ou quando a gente fala pra ela fazer alguma coisa e ela responde: "eu já fazeu". Os exemplos são inúmeros, e hoje ela me saiu com o melhor de todos: "mamãe, o tigre e o urso caius".

Como ela não está toda roxa de tanto apertão, é um mistério...

16.7.08

Eu só consigo postar de madrugada, e aí é complicado porque é a hora em que os fantasmas estão soltos pela casa. Fica difícil conseguir escrever alguma coisa mais animada e não é também pra ninguém pensar que estou à beira do precipício. Bem, eu acho que estou mesmo, mas não tô parada olhando pra ele, e acho que isso deve fazer alguma diferença. Mas por mais que a vida tenha voltado ao normal - ou, pelo menos, à normalidade possível - a verdade é que é muito mais difícil do que a gente imagina. Mas muito muito, tipo infinitamente mesmo. E se você quer saber de onde eu tiro forças para levantar da cama todo dia, eu poderia dizer que é porque a Joana, quando acorda, tira a fralda e avisa que quer fazer xixi e eu tenho que levá-la pro banheiro correndo. Mas no fundo não é por isso. É porque antes do aviso do xixi ela canta. É, ela acorda cantando, uma antiga música do balão mágico. É a primeira coisa que eu escuto todo dia. Ela cantando sooou feliiiiiiiiz, por isso estou aquiiiii. E assim, aos 34 anos, eu estou vivendo a experiência inédita de acordar de bom humor.


a melhor parte da festa

9.7.08

Eu tive esse sonho ruim, em que o meu maior medo se tornava realidade. Um pesadelo, pra ser mais exata. Daqueles que fazem a gente acordar chorando, angustiada, no meio da noite. E, ao acordar, por uma fração de segundo, veio a constatação: era só um sonho! Respirei aliviada por um momento e quando já estava quase parando de tremer, pensando, ainda meio adormecida, que dali a poucas horas ia amanhecer, eu ia levantar e tudo voltaria ao normal, como era antes, aí, nesse exato segundo é que despertei de verdade e me dei conta. Que, na vida real, esse pesadelo já tinha acontecido. E era verdade.

Esse sim é o maior pesadelo de todos. Quando a realidade consegue ser pior que os sonhos ruins.

E na vida real a gente não acorda e percebe que foi só um sonho. Porque não é só. E não é um sonho. E não adianta esperar o sol para tudo voltar a ser como antes. Porque não vai voltar. Nunca mais.

Nunca mais.
Nunca mais.
Nunca mais.

3.7.08

Alegria, alegria
ou
2 anos essa noite


Se eu não te amasse tanto assim



Talvez perdesse os sonhos



dentro de mim



Firmes (nem tanto) e fortes (um pouco).
Mas estamos de volta.
Bem-vindos.
 

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